UNIDADE II - Dimensão dos Ecossistemas sobre retenção de talentos. Infraestrutura das redes para Inovação.
Ecossistemas de Inovação: Infraestrutura e Retenção de Talentos como Vetores Estratégicos
Um
ecossistema de inovação está inteiramente ligado a vários fatores para além de
dispor de uma infraestrutura funcional de redes colaborativas, como, a sua
capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos. Estas duas dimensões
determinam o quanto um território é capaz de gerar inovação sustentável e
competitiva.
Um
dos maiores desafios enfrentados por diversas regiões, que pretendem consolidar
se com polos de inovação, é a retenção de talentos que pretendem. Para além de
formar um capital humano altamente qualificado, é necessário garantir condições
estruturais, sociais e culturais que auxiliem a permanência destes
profissionais e investigadores nos territórios onde se formam. Conforme observa
Florida (2014), os talentos tendem a concentrar-se em ecossistemas que oferecem
oportunidades económicas, qualidade de vida, diversidade, conectividade e
ambientes criativos. Em Portugal, a migração de jovens qualificados para
grandes centros urbanos ou para o estrangeiro revela os desequilíbrios que
existem no território, que, provocam uma grande limitação na difusão da
inovação em regiões de menor densidade populacional e económica.
Neste
panorama, a infraestrutura das redes para a inovação são essenciais, uma vez
que, compreende não apenas o investimento físico, em laboratórios incubadoras, bubs,
conectividade digital, entre outros entre outros, assim como, a construção de
ambientes colaborativos e institucionalmente articulados, que permitem o fluxo
de ideias, tecnologias e pessoas entre diferentes atores, como, as
universidades, empresas, centros tecnológicos, o setor Público e sociedade
civil. Os ecossistemas robustos investem em redes formais (como parques tecnológicos)
e informais (com comum atividades práticas e eventos de networking), capazes de
gerar confiança e acelerar os processos de inovação
Alguns
exemplos em Portugal são o Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, e o Taguspark,
em Oeiras, onde, é possível verificar estruturas bem integradas entre universidades
e o tecido empresarial, que, contribuem para o surgimento de novas ideias, assim
como, para a fixação de jovens e criativos talentos. Estes espaços permitem
encontrar oportunidades para aplicar o conhecimento, desenvolver projetos com
significado e participar em redes que reconheçam o seu valor.
Contudo,
a existência de infraestruturas não garante a retenção de talento é necessário
garantir coesão territorial, acessibilidade, valorização profissional,
políticas públicas alinhadas e incentivos à inovação social e cultural. A ausência de políticas integradas pode
transformar ecossistemas promissores em espaços de passagem, onde o talento circula,
mas não se enraíza (Autio et al., 2018).
Por
fim, é válido destacar que a retenção de talentos está muitas vezes ligada à
governança dos ecossistemas. Estruturas participativas, transparentes e
descentralizadas, que envolvem os diferentes atores na tomada de decisão e
gestão das redes, de forma a criar um maior compromisso e sentido de pertença. Os
talentos não permanecem apenas onde há financiamento, mas onde são ouvidos,
incluídos e inspirados.
Em
suma, a construção dos ecossistemas resilientes e inovadores exigem uma visão
integrada, Que articulem infraestruturas materiais, redes colaborativas, políticas
inclusivas e uma cultura de valorização das pessoas. Reter talentos vai para
além das questões de contenção, é fundamental criar raízes onde possam
florescer.
Referências bibliográficas
Autio, E., Nambisan, S., Thomas, L. D.,
& Wright, M. (2018). Digital affordances, spatial affordances, and the
genesis of entrepreneurial ecosystems. Strategic Entrepreneurship Journal,
12(1), 72–95. https://doi.org/10.1002/sej.1266
Florida, R. (2014). The Rise
of the Creative Class – Revisited. Basic Books.
OECD. (2013). Innovation-driven
Growth in Regions: The Role of Smart Specialisation. OECD Publishing.
https://doi.org/10.1787/9789264193307-en
Taguspark. (n.d.). Parque de
Ciência e Tecnologia. https://www.taguspark.pt
Instituto Pedro Nunes (IPN).
(n.d.). Inovação e Transferência de Tecnologia. https://www.ipn.pt
Um
ecossistema de inovação está inteiramente ligado a vários fatores para além de
dispor de uma infraestrutura funcional de redes colaborativas, como, a sua
capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos. Estas duas dimensões
determinam o quanto um território é capaz de gerar inovação sustentável e
competitiva.
Um
dos maiores desafios enfrentados por diversas regiões, que pretendem consolidar
se com polos de inovação, é a retenção de talentos que pretendem. Para além de
formar um capital humano altamente qualificado, é necessário garantir condições
estruturais, sociais e culturais que auxiliem a permanência destes
profissionais e investigadores nos territórios onde se formam. Conforme observa
Florida (2014), os talentos tendem a concentrar-se em ecossistemas que oferecem
oportunidades económicas, qualidade de vida, diversidade, conectividade e
ambientes criativos. Em Portugal, a migração de jovens qualificados para
grandes centros urbanos ou para o estrangeiro revela os desequilíbrios que
existem no território, que, provocam uma grande limitação na difusão da
inovação em regiões de menor densidade populacional e económica.
Neste
panorama, a infraestrutura das redes para a inovação são essenciais, uma vez
que, compreende não apenas o investimento físico, em laboratórios incubadoras, bubs,
conectividade digital, entre outros entre outros, assim como, a construção de
ambientes colaborativos e institucionalmente articulados, que permitem o fluxo
de ideias, tecnologias e pessoas entre diferentes atores, como, as
universidades, empresas, centros tecnológicos, o setor Público e sociedade
civil. Os ecossistemas robustos investem em redes formais (como parques tecnológicos)
e informais (com comum atividades práticas e eventos de networking), capazes de
gerar confiança e acelerar os processos de inovação
Alguns
exemplos em Portugal são o Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, e o Taguspark,
em Oeiras, onde, é possível verificar estruturas bem integradas entre universidades
e o tecido empresarial, que, contribuem para o surgimento de novas ideias, assim
como, para a fixação de jovens e criativos talentos. Estes espaços permitem
encontrar oportunidades para aplicar o conhecimento, desenvolver projetos com
significado e participar em redes que reconheçam o seu valor.
Contudo,
a existência de infraestruturas não garante a retenção de talento é necessário
garantir coesão territorial, acessibilidade, valorização profissional,
políticas públicas alinhadas e incentivos à inovação social e cultural. A ausência de políticas integradas pode
transformar ecossistemas promissores em espaços de passagem, onde o talento circula,
mas não se enraíza (Autio et al., 2018).
Por
fim, é válido destacar que a retenção de talentos está muitas vezes ligada à
governança dos ecossistemas. Estruturas participativas, transparentes e
descentralizadas, que envolvem os diferentes atores na tomada de decisão e
gestão das redes, de forma a criar um maior compromisso e sentido de pertença. Os
talentos não permanecem apenas onde há financiamento, mas onde são ouvidos,
incluídos e inspirados.
Em
suma, a construção dos ecossistemas resilientes e inovadores exigem uma visão
integrada, Que articulem infraestruturas materiais, redes colaborativas, políticas
inclusivas e uma cultura de valorização das pessoas. Reter talentos vai para
além das questões de contenção, é fundamental criar raízes onde possam
florescer.
Referências bibliográficas
Autio, E., Nambisan, S., Thomas, L. D.,
& Wright, M. (2018). Digital affordances, spatial affordances, and the
genesis of entrepreneurial ecosystems. Strategic Entrepreneurship Journal,
12(1), 72–95. https://doi.org/10.1002/sej.1266
Florida, R. (2014). The Rise
of the Creative Class – Revisited. Basic Books.
OECD. (2013). Innovation-driven
Growth in Regions: The Role of Smart Specialisation. OECD Publishing.
https://doi.org/10.1787/9789264193307-en
Taguspark. (n.d.). Parque de
Ciência e Tecnologia. https://www.taguspark.pt
Instituto Pedro Nunes (IPN).
(n.d.). Inovação e Transferência de Tecnologia. https://www.ipn.pt
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