Um dia depois da tempestade
https://elearning.uab.pt/course/view.php?id=20450
Partilhei numa das últimas aulas
que uma das boas coisas que ser estudante na UAB me trouxe foi a CONFIANÇA em
mim. Passei a ter certeza absoluta que sou capaz de fazer tudo aquilo a que me
proponho, certeza absoluta que consigo superar as dificuldades e os meus
medos seguindo em frente com a resiliência que um espirito empreendedor bem
necessita. A assertividade dos meus pensamentos e atitudes fortalecidos pelo
meu autoconhecimento e autoestima levaram a uma autorrealização fundamental
para seguir um percurso académico promissor. A forma empática como fui recebida
e recebi todos os meus colegas nesta nova aventura tem sido um diferencial de
uma estudante com hábitos de lobo solitário. A cooperação entre todos é
gritante na forma como as interações são alimentadas. No meio desta motivação
que me empurra todos os dias para a identificação de novas problemáticas,
apenas para que, de forma criativa e inovadora, as possa resolver. Este espirito enche a minha
tocha e faz levantar a bandeira, de forma a, liderar um grupo de colegas e pensar fora da caixa
numa procura constante pela criação de valor e tudo o que nos rodeia diáriamente. Porque trabalhar numa ONG faz com que fiquemos agarrados aos "projetos" e há uma necessidade constante de trabalhar a sustentabilidade.
Contudo,
o suporte falha e o que depende de mim deixa de depender. E eu que dependo de todos
os que me rodeiam tenho de parar. Conjugar tudo o que me envolve e que fui arrecadando numa
cesta de verga, típica desta terra alentejana, está a transbordar, pois, pela
primeira vez tenho de dar um tempo a este ritmo de super-homem a que me fui
habituando. O corpo de meu pai está a dar de si e tenho que lhe dar atenção, acompanhá-lo
na sua luta diária, entre hospitais, urgências, consultas, cirurgias, mais urgências.
Como encaixar nesta dura realidade, que, um dia não o vou ter mais comigo? Uiii,
não consigo! Doi, faltam-me as forças e a capacidade criativa para sair desta
realidade que não é minha, mas faz parte do que sou. Por outro lado, dois bebés
precisam de mim, que, pela sua pouco experiência de vida e pela frequência no “infectário”
estão constantemente com viroses sem nome.
Pois bem, esta tempestade de
fatores externos mas que nos deixam marcas profundas está a passar e posso com
paixão dizer que estou preparada para voltar ao mestrado e tudo farei para recomeçar. Afinal, "arregaçar as
mangas" deveria ser, também, uma competência empreendedora.

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